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Alien Awards 2025
Filmes
Assisti um total de 42 filmes em 2025. Quase nunca vou ao cinema e esse ano dois dos filmes escolhidos foram das 2 únicas vezes em que saí de casa para assistir alguma coisa. Será que ser no cinema melhorou minha experiência ou eu só fui no cinema porque já esperava algo dos filmes?

- Homem-Aranha: Através do Aranhaverso: Gostei tanto do primeiro filme que demorei um pouco para ter coragem de assistir essa continuação. No final foi uma boa escolha já que ele é o filme do meio de uma trilogia (?) que deve sair em 2027 (eita, deveria ter esperado mais então). É uma obra de arte em forma de animação.
- Ainda Estou Aqui: Assisti depois de ganharem o Oscar em uma das exibições gratuitas que a prefeitura da minha cidade fez. Não ter assistido não me impediu nem um pouco de participar da torcida e todo o hype do filme. Excelentes atuações das duas Fernandas e conta um retrato importantíssimo da nossa história e que agora também faz parte dela.
- O Último Azul: Não sabia nada sobre o filme, mas estava rolando uma exibição com direito a um debate com o diretor e os atores em um festival. Fui totalmente surpreendido com essa forma de retratar a velhice da nossa sociedade e também o nosso país, tanto no quesito ambiente quanto até musicalmente. O Cata-Velho te faz rir e refletir sobre a vida ao mesmo tempo.
Livros
Ano passado passei o vexame de não ter nem 3 livros para indicar e 2025 não estava indo para um rumo muito diferente. Mas no segundo semestre resolvi que deveria ler pelo menos 10 min por ao menos 5 dias de cada semana e não é que funcionou? Terminei 13 livros e 2 séries de mangás.

- Torto Arado - Itamar Vieira Junior: Eu senti Torto Arado como uma espécie de Bacurau da fazenda. Você ta ali lendo sobre a vida das pessoas trabalhando, um pouco de religião e magia temperando a história e quando se dá conta ta vendo a conscientização de um povo quanto a sua raça, história, direitos e buscando justiça. Bom demais! Tive a sorte de conseguir assistir o Musical enquanto estava lendo e recomendo bastante também.
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A Cabeça do Santo - Socorro Acioli: Acho que eu vi o mundo inteiro lendo esse livro, era conhecido, youtuber, booktuber, etc. Pelo título sempre achei que era alguma coisa de poesia, até que ouvi a recomendação em algum podcast e fiquei bem interessado. É uma história que utiliza bastante da nossa cultura, principalmente das raízes nordestinas e da religiosidade que tem nas cidades pequenas do interior do país. Foi uma leitura super leve, divertida e rápida, mas acabou ficando um pouco corrido demais a parte final.
Fica um gostinho de quero mais, só que pelo fato de precisar mesmo de um pouco mais de carinho nesse encerramento.
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Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis: Já tinha lido a “parte do verme que roeu as frias carnes” várias vezes no passado, mas nunca tinha passado do primeiro capítulo. Esse ano estava no embalo dos pelo menos 10 minutos por dia e encarei o Machado. Gostei bastante da forma como é escrito, me identifiquei bastante com as voltas que ele dá falando um monte de coisa desnecessária mais engraçada (só que com ele o texto faz sentido).
O enredo em si não me empolgou tanto, mas fiquei pelo contador da história. Pretendo ler mais Machado de Assis em breve.
Menções Honrosas:
Geralmente eu leio indo ou voltando do trabalho no ônibus, quando tem lugar sentado. Em casa acabo não conseguindo ler tanto, mas como mencionei, estava na missão de ler pelo menos 5 dias da semana e nem sempre eu pegava ônibus todos os dias (saudades do trabalho remoto).
Resolvi unir o útil ao agradável e decidi colocar meu tablet em uso e me organizei para começar a ler uns mangás nele. Teve dia que minha sessão de 10 minutos acabou durando 1 hora e meia.
Terminei dois mangás esse ano:
- Slam Dunk: uma série clássica sobre basquete. Acho que todo mangá/anime de esporte é bom né? O problema de Slam Dunk é que quando você ta super empolgado ele vai lá e acaba do nada.
- Attack on Titan: Tinha um preconceito com essa série porque sempre achei os Titãs feios e achava que seria só uma história de lutinha, mas não poderia estar mais enganado. Toda hora é um eita atrás de eita e acaba tendo um pouco do que falei sobre Torto Arado, quando você percebe o enredo já ta falando sobre outras coisas.
Jogos
Estava em uma ressaca com os jogos e decidir focar mais nos jogos indies que geralmente são mais simples e curtos. Foi um excelente decisão, pois consegui jogar coisas mais variadas e consegui terminar 8 jogos esse ano.

- Cuphead: Estava na minha lista desde que foi anunciado com aquela animação impecável, mas evitei começar pela fama da sua dificuldade. No fim das contas achei o jogo desafiador no ponto certo.
- Dave The Diver: Apesar da polêmica sobre ser ou não indie (na verdade não é né galera), Dave The Diver me divertiu por bastante tempo com sua jogabilidade e trilhas relaxantes. As animações em pixel art também são muito impressionantes e o humor da história está no ponto certo.
- Vampire Survivors: Como quase todo roguelike que eu gosto, é muito difícil explicar o que faz esse jogo tão divertido e viciante. Não tem nada extraordinário acontecendo, mas você simplesmente quer tentar mais uma partida para saber mais da história ou desbloquear itens, poderes, etc.
Menções honrosas:
- Venba: uma emocionante história sobre uma família de imigrantes e sua dificuldade em viver em um novo país enquanto tenta manter sua cultura viva.
- Untitled Goose Game: simplesmente é o jogo do Ganso. Jogue o jogo do Ganso!
Álbuns musicais
Temos apenas artistas que comecei a ouvir em 2025 mesmo. Fiquei surpreso com esse resultado.

- Dominguinho - João Gomes, Mestrinho e Jota.pê: 2025 não tinha como não ter João Gomes, foi um monte de lançamento ao vivo, TinyDesk, assunto de Tik Tok sobre a casa, era arriscado abrir a porta da geladeira e ele sair cantando de dentro dela. Eu estava aqui quieto, alheio a isso tudo, quando aparece o maluco cantando Charlie Brown Jr. aqui no meu ouvido, absurdo isso aí. Sobre o Dominguinho em si, que combinação maravilhosa de vozes, repertório e visual (vejam a versão em vídeo).
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Tudo é minha culpa - Joyce Alane: Em meados de Novembro, descobri que teria um show gratuito do Jota.pê (sim, o mesmo aí de cima) quase do lado da minha casa. Antes do show dele cantaria Joyce Alane. Não conhecia e fui pesquisar umas músicas e encontrei um lançamento dela que tinha participação do … João Gomes. Desde o show eu só escuto as músicas dela.
O álbum mais recente é o Casa Coração, mas eu indico o “Tudo é minha culpa” por ter mais músicas autorais.
- DEADBEAT! - Jack Kays: Um dia minha companheira me disse para escutar achando que eu ia gostar e estava absolutamente correta. Acho que ele tava aparecendo muito no Tik Tok ou algo do tipo, mas foi um grande achado para mim. Fiquei surpreso ao ver músicas com o Travis Barker também (baterista do blink 182).
Menções honrosas:
- Session 2 - Os Garotin: EP novo com músicas inéditas do grupo e do trabalho solo dos meninos.
- NSFW - The Paradox: Uma banda com o som muito parecido com o blink 182. Isso serve tanto para o lado bom quanto pro ruim, já que herdaram as piadas da quinta série na hora dos shows.
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Como controlar o tempo no celular
Você deve estar pensando: “Mais um texto sobre controlar o tempo de tela?”, mas pensou errado, caro leitor. Esse título é nada mais nada menos do que um trocadilho que serve para me alegrar e ao mesmo tempo, é uma isca para desavisados.
Na verdade já consumi bastante conteúdo sobre esse negócio de diminuir tempo de tela, o que é irônico, pois todos foram consumidos com a tela ligada. E a maioria das coisas ou é baseada em esconder/dificultar o acesso ou então em deixar o uso das telas menos agradável.
A primeira opção simplesmente não funciona pra mim, já que, se eu escondi, logicamente saberei achar novamente. Se eu desinstalei, claro que vou instalar novamente e por aí vai. Já a segunda não entra de forma nenhuma na minha cabeça o fato de piorar uma experiência para usar menos.
Mas sobre o que vamos falar aqui então?
Boa pergunta!
Faz tempo que uso dois aplicativos e gostaria de recomendá-los. Por acaso os dois envolvem o tempo e são de Android, logo tempo + tela = o título desse texto. Desculpem, mas é assim que meu cérebro funciona.
Quanto tempo esse blog existe mesmo?
O primeiro aplicativo se chama TimeSince e serve justamente para responder esse tipo de pergunta. Você cadastra alguma coisa, diz quando ele deve começar a conta e pronto, a partir daí ele começa a contar quanto tempo se passou desde a data inicial até agora.
Muito útil para pessoas, como eu que já dão uma congelada quando alguém pergunta sua idade e você começa a fazer contas na sua cabeça, mas os números parecem fazer uma dança meio aleatória e acaba respondendo “Acho que tenho 37”. Quem perguntou fica sem entender nada, mas chega uma fase na vida que o tempo para de fazer sentido e eu já não sei o que é 1 mês ou 5 anos atrás, porque tudo parece ontem.

Na primeira imagem que coloquei acima, temos a tela inicial com alguns dos tempos que eu cadastrei. Começamos com a data de aniversário dos gatos (sempre rola uma confusão porque tem a data que adotamos e a data que estimamos que eles nasceram para informar aos veterinários), depois tem uma que veio com o próprio app informando quanto tempo ele está em uso (achei uma informação curiosa e decidi manter); e por fim, as que fui cadastrar referentes a esse blog justamente enquanto eu escrevia esse texto. Olha essa coincidência! Enquanto escrevo o texto, o blog está quase completando 5 anos, enquanto eu jurava que ele não tinha nem 2 anos de existência! (Vou correr aqui pra ver se esse texto fica pronto para ser postado no dia do aniversário).
Já na imagem seguinte é a tela que mostra quantas vezes a contagem foi reiniciada, o que permite controlar de quanto em quanto tempo alguma coisa foi feita. Já usei isso para controlar tempo de vacina dos gatos (depois achei o calendário melhor) e essa imagem aí é relativa ao tempo desde a última vez que fui cortar cabelo (Sim, eu não suporto ir cortar o cabelo e não, eu não fiquei 17 meses sem cortar. Provavelmente esqueci de reiniciar o contador por um tempo).
Enquanto procurava o link para o aplicativo descobri que ele não está mais disponível na Play Store. Existem vários que fazem a mesma coisa e talvez o próximo app até sirva para substituí-lo. Um dos problemas de demorar tanto para terminar de fazer um texto.
Mas o que eu quero mesmo é aproveitar melhor meu tempo!
Todo ano eu costumo fazer algumas metas com um número específico de livros lidos, filmes assistidos e jogos terminados. Faz uns anos que não chego nem perto de ler a quantidade de livros definida (só ver o Alien Rewards do ano passado, que só tinha dois livros) e chegando agora no meio do ano percebi que se as coisas continuassem do jeito que estão seria mais um ano sem conseguir.
Desde a época da pandemia e com o trabalho remoto eu não estava mais conseguindo encaixar a leitura na minha rotina. Geralmente usava as horas no transporte público ou para ler um livro ou ouvir podcast, mas nesse período em casa os livros que estava lendo foram ficando esquecidos e a fila de podcast foi crescendo.
Resolvi pesquisar então esse aplicativos de controle de hábitos e após avaliar alguns, fui testar o HabitNow e desde então não só consegui voltar a ler, como já estou quase batendo a meta que estabeleci e acredito que vou conseguir com a de terminar os jogos também.
Comecei a controlar a leitura no início de junho (2025) e estabeleci que queria ler pelo menos por 10 minutos por pelo 5 vezes na semana e desde então eu simplesmente só deixei de ler um dia (ironicamente foi no dia que fui na Bienal do Livro).
Mas você não falou que esses truques pra fazer as coisas não funcionam?
Realmente, usar métodos com o intuito de me fazer deixar de fazer alguma coisa não costuma dar resultado nenhum comigo.
No mês passado mesmo estava lendo um livro sobre gatos (deve ter texto sobre ele em breve aqui no blog) e o autor dizia que punições também não dão muito certo com os felinos. O que deve ser feito é o contrário, devemos usar o reforço positivo para convencer essas bolinhas de pelo a fazerem outras coisas no lugar da que você quer que eles parem de fazer.
Já no livro O Poder do Hábito, Charles Duhigg diz que a melhor forma de abandonar um hábito que você quer largar é substituindo por outro. O que, se pararmos para pensar acaba indo na mesma linha do reforço positivo.
É nesse ponto que entra o aplicativo de hábitos!

Veja por exemplo os hábitos que cadastrei no meu:
- Não comer besteiras: Não comer fritura nem doces pelo menos 5 dias da semana.
- Jogar videogame: Jogar alguma coisa (por cerca de 30 minutos) pelo menos 3 vezes na semana.
- Leitura de livros: Ler pelo menos 10 minutos de algum livro ou quadrinho pelo menos 5 vezes na semana.
E como foi o resultado nesses 2 meses?
- Não comer besteiras
Só pela escrita já dá pra sacar que não vai dar muito certo, né? Falei um monte ali sobre reforço positivo e coloco como objetivo não fazer alguma coisa?
Exatamente, das 7 semanas, só consegui cumprir meu objetivo em 2. Claro que se eu diminuísse a quantidade de dias de 5 para 3, esse número seria muito melhor, mas não serviria para o meu propósito que é me alimentar melhor.
A melhor opção provavelmente seria trocar esse objetivo para: Comer frutas 5 vezes na semana, ou então Fazer uma caminhada 3 vezes na semana.
- Jogar videogame
Pode parecer estranho colocar isso aqui, mas faz tempo que eu não tenho conseguido jogar direito. Acabava sempre na preguiça de começar a jogar alguma coisa e ficava apenas passando de um vídeo para outro no YouTube.
Das 7 semanas cumpri o objetivo em 6 delas. Aproveitei também para jogar coisas que não exigem muita atenção e volta e meia jogava ainda com meus vídeos do Youtube rodando em paralelo.
- Leitura de livros
Como já falei anteriormente, só deixei de ler um dia, logo, das 7 semanas, eu consegui cumprir o objetivo em todas elas.
Mas 10 minutos de leitura não é muito pouco? Aí é que está o pulo do gato: esse tempo mínimo é só uma isca para me fazer começar a ler, mas raramente uma sessão de leitura termina próximo disso. Segundo meus registros, a média de leitura foi de 48 minutos por dia.
Conclusão
Não se preocupe tanto com o tempo de tela, vale mais a pena se preocupar com o que fazer com o seu tempo. Se vai usar a tela ou não para isso é com você, afinal ela pode ser útil de tantas formas.
Inclusive, se leu esse textão todo deve ter ficado uns 10 minutos com a tela ligada, né
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Vou te receitar um gato

O que?
Livro de Syou Ishida, autora japonesa, que ganhou inclusive uma sequência com o divertido nome de “Vou te receitar outro gato”.
Sinopse: (Intrínseca)
Best-seller japonês chega ao Brasil trazendo história comovente e inovadora sobre como o amor de um animal pode mudar a nossa vida
No final de um beco escuro, há um prédio antigo onde funcionam vários estabelecimentos. Um deles é a Clínica Kokoro, um lugar que apenas as almas que mais precisam de ajuda conseguem encontrar. A misteriosa clínica oferece um tratamento exclusivo — e um tanto estranho — para aqueles que chegam até lá: gatos.
(…)
À medida que os pacientes da clínica lidam com seus conflitos internos e buscam soluções, os companheiros felinos os conduzem à cura e lhes mostram que, às vezes, tudo o que você precisa é do amor de um gato.
Por quê?
Sou um exemplo de pessoa que teve a vida transformada por suas gatas.
Um dia minha companheira voltou com esse livro de algum evento literário. Depois de alguns meses na estante, estava procurando algo para ler durante a viagem de ônibus para o escritório e não podia ter escolhido algo melhor.
O livro é dividido em algumas histórias que a princípio são individuais, mas que apresentam elementos que vão dando o enredo de uma trama maior que é a história da clínica e seus “funcionários”, o que deixa a leitura bem mais leve.
Além disso, como gateiro que sou, é impossível não se emocionar e se divertir ao identificar os elementos de comportamento dos gatos que os seus também possuem.